Não gostaria que fosse fatal
Por
muito tempo venho me escondendo atrás do meu segredo e perdendo pessoas que eu
amava pelo que eu sou. Mas nem sempre
foi assim. Eu me considerava um monstro até que uma menina chegou na cidade
onde vivia com meu pai e meu irmão. Foi no outono, eu me lembro bem, quando
aquela bela garota chegou com sua dama de companhia. Assim que a via, uma doce
e frágil moça que meu pai tinha trazido para morar conosco. A família dela foi
afetada pela guerra civil e meu pai se comprometeu a cuidar dela até que tudo
terminasse.
Assim
que ví, seu nome era Katherine, logo me apaixonei. Mas ao mesmo tempo em que
tudo nela me encantava, sentia algo estranho naquela bela mulher. Após alguns
meses da sua chegada, várias mortes e outras coisas estranhas aconteceram na
cidade. Teve um dia que, andando pelo jardim, me deparei com ela, chegando
fraca, descalça e com suas vestes sujas. Cheguei perto dela para ver se estava
tudo bem. Começamos a conversar e passaram várias horas, até que o sol começou
a nascer, entramos para casa, Katherine foi para o quarto de hóspedes e eu para
o meu quarto.
Ao
passar pelo escritório de meu pai, vi que ele estava discutindo com alguém.
Cheguei mais perto para ver quem era, meu irmão Damon havia chegado da guerra
civil americana e não demorou muito para que eles começassem uma discussão.
Entrei no escritório e cumprimentei meu irmão e ele começou a me contar sobre o
que havia acontecido com ele em guerra. Ele me chamou para irmos até o jardim
para jogar futebol americano, pois Damon havia trazido uma bola em meio da sua
bagagem. De repente, Katherine apareceu e perguntou se não poderia jogar
conosco. Apresentei meu irmão Damon a ela e ele também se apaixonou por ela
assim que a viu.
Com
o passar do tempo, Katherine nos envolveu num triângulo amoroso, sem que eu e
meu irmão soubéssemos do envolvimento um do outro com aquela mulher. Essa
atração foi ficando cada vez mais forte, até que eu descobri o segredo dela. E
guardei esse segredo às sete chaves, até que meu irmão também descobriu e além
disso foi transformado. As mortes e
desaparecimentos voltaram a ocorrer na cidade. Meu pai começou a desconfiar.
Procura pistas, queria saber o porquê de tantas mortes. Mas Damon e eu sempre
tirávamos isso da cabeça dele, pois não queríamos que ele soubesse do nosso
segredo por nada nesse mundo. Mas não estava sendo nada fácil, meu pai estava
desconfiando muito e estava muito complicado esconder toda nossa história. Pedi
para Katherine me transformar, para ver se conseguiria fazer meu pai esquecer
toda aquela história. Mas não consegui, pois meu pai havia bebido verbena para
não ser controlado. Ele descobriu o que eu era e ligou imediatamente para o
gabinete do prefeito, contando tudo. Tentei impedi-lo, mas ele me atacou com um
punhal de prata pelas costas. Para defender-me tive que mata-lo, corri e avisei
Katherine para fugir, enquanto Damon e eu distraíamos os soldados, para que ela
e os outros transformados não fossem capturados.
Combinamos
de nos encontrar no porto, só que deu tudo errado. Um dos militares nos seguiu
e capturou Katherine e os outros fugitivos.
Damon queria ter ido atrás dela para salvá-la mas eu não deixei, pois Katherine e os outros
foram mortos pelos militares e foram colocados numa sepultura de pedra
enfeitiçada para que os cadáveres não escapassem de lá. Depois desse
acontecido, meu irmão Damon foi embora e nunca mais o vi. E eu vivo sozinho até
hoje, século XXI com a culpa e a maldição de ser vampiro.





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